Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão do capacitismo, cuja base é uma forte discriminação.Com isso, surgem os desafios para o combate ao capacitismo persistente à realidade brasileira, seja pela lenta mudança na mentalidade social ou pela lacuna de representatividade.
Em primeira análise, a lenta mudança na mentalidade social se mostra como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob esta lógica, é possível perceber que o capacitismo é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotarem esse comportamento também, o que torna sua solução mais complexa.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a lacuna de representatividade. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poeta ilustra sua tese fazendo alusão a uma borboleta que tenta ser mariposa, por estar rodeada delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão do capacitismo é fortemente impactada pela lacuna de representatividade presente no rpbolema , que não está sendo devidamente encarnada pelas autoridades sejam governamentais, sejam midiáticas. Dessa forma, o tema não recebe a atenção devida, o que acaba por dificultar a atuação sobre ele.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Para que isso ocorra, o MEC (Ministério da Educação) deve promover palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desse órgão, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez e tentar erradicar a tribulação. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.