Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Desde as civilizações medievais até os povos indígenas mais recentes, existia uma cultura de exclusão e abandono de crianças que possuíam algum tipo de deficiência, que associadas ao sentimento de medo e repulsa, eram entendidas como um mau sinal vindo de um castigo divino. Atualmente, esses ideais ainda perduram, visto que a discriminação é recorrente na sociedade. Desta forma, nota-se que tanto a incompreensão da deficiência quanto o não representatividade na indústria de entretenimento constituem os principais empecilhos para a inclusão social no Brasil.
Em primeira análise, é evidente que a não normalização e exclusão de pessoas especiais é fomentada pela desinformação. Assim, a deficiência é majoritariamente entendida, na sociedade, como uma doença, logo, acredita-se que necessita de tratamento. Esse pensamento faz com que a população subestime a capacidade física e intelectual do deficiente, considerando-o incapaz, o que respalda a discriminação indireta mascarada de comentários e atitudes altruístas.
Ademais, a mídia, apesar de ser capaz de dar visibilidade, falha na representação nas pessoas com deficiência. Embora, poucas narrativas humanizem esses indivíduos é predominante novelas que vitimizam e subjugam o sujeito, consequentemente, corroborando o preconceito. Desse modo, quando essa comunidade faz parte da trama do programa, sua história é reduzida à deficiência que o personagem possui e que muitas vezes é utilizada como castigo para tornar um pessoa má em um ser humano melhor, como a Luciana, em “Viver a Vida”, que foi redimida de seus pecados por conta do acidente que a deixou tetraplégica.
Portanto, atitudes precisam ser tomadas para o combate ao capacitismo no Brasil. O estado deve, por meio do Ministério da Cidadania criar o programa “Inclusão Já”, com o intuito de desmistificar o deficiente e informar os estudantes de ensino infantil, fundamental e médio, sobre como colaborar para a integração da comunidade especial. Esse programa deverá promover palestras em escolas públicas e particulares, que por intermédio do redirecionamento de verba do ministério, entregará folders explicativos que impulsionarão a distribuição de conhecimento para a família do aluno.