Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
No filme “A Convenção das Bruxas”, todas as bruxas são identificadas pela ausência de dedos nas mãos ou nos pés. Ao relacionar a falta de um membro à figuras aterrorizantes, o longa evidencia a visão capacitista da sociedade em relação aos indivíduos com deficiência, que, é resultado da padronização dos corpos e do legado histórico. Desse modo, essa realidade constitui um imapasse a ser resolvido não só pelos poderes públicos, mas por toda coletividade.
Primordialmente, é fulcral pontuar que o problema deriva da padronização dos corpos, que, hierarquiza as pessoas em função da adequação de seus corpos a um ideal de beleza e capacidade funcional. De acordo com os filósofos da escola de Frankfurt, a cultura tornou-se instrumento de manipulação e de obtenção de lucros. Nessa perspectiva, devido aos padrões estéticos e corporais impostos pela mídia, há, consequentemente, desvalorização social e preconceito à quaisquer corpos que diferem de tal corponormatividade.
Outrossim, é válido pontuar que o legado histórico contribui para a perpetuação do óbice. Durante o século 19, pessoas com deficiência eram exibidas em circos para fazer os outros rirem delas. Nesse sentido, devido à tal herança histórica de ridicularização e inferiorização, verifica-se, por meio do capacitismo, a continuação dessa postura na sociedade contemporânea, que, coloca como inválida e limitada a pessoa que possui algum tipo de deficiência.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para barrar o avanço da problemática. Dessarte, com o intuito de normalizar os corpos dismórficos e reparar os danos causados pela herança histórica, cabe à mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, por meio da inclusão de atores em seus projetos, conceder posições de destaque em comerciais e filmes às pessoas com deficiência , como o protagonismo em longas, por exemplo. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema.