Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Acompanhando as redes socias podemos ver pessoas com deficiências mostrando suas rotinas e discutindo o capacitismo. O ator e roteirista Victor Di Marco produz vídeos explicando como é afetado pela discriminação. Entre as primeiras perguntas que o fazem está sempre “O que você tem?”. Ele é apenas um exemplo dos que estão dando voz a PCD (pessoa com deficiência). O censo do IBGE de 2018 define em torno de 7% da população nacional como pessoas com deficiência. Dados anteriores já mostraram números maiores, na última pesquisa eles elencaram apenas as pessoas com maiores dificuldades. De todo modo, os números seguem altos. A deficiência, visível ou não, acarreta em uma menor acessibilidade. Se hoje, vemos com mais frequência levantadas as bandeiras contra a homofobia e o machismo, devemos aproveitar para levantar todas. O capacitismo está presente nas grandes e pequenas demostrações, desde menor transitabilidade nas cidades, menor oferta de vagas de emprego até comentários cotidianos. Termos como autista e mongolóide são usados como ofensas. Devemos ampliar ações como a da cidade do Rio que torna todos os assentos de seus meios de transporte públicos preferenciais, incluindo PCD. Até olhar além, pensando no sentimento de inclusão da pessoa com deficiência, trabalhando contra o cripface. O Ministério da Cultura pode incentivar as produções nacionais para que os próprios atores PCD interpretem personagens com deficiências nos filmes e séries. A diversidade precisa ser exposta para ser normalizada.