Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O livro “O Céu Acima do Céu”, escrito por Cássia Caducci, conta a história de Sophia, uma jovem de cadeira de rodas que é constantemente questionada a cerca de sua capacidade para trabalhar e viver além do estigma de incapaz, isto é, capacitismo. Fora dos livros, a questão é muito frequente aos portadores de necessidades especiais. Ao refletir a respeito dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude do imposto corporal à sociedade e falta de acessibilidade.

A princípio, torna-se percebido que o padrão estético é construído socialmente desde a Grécia Antiga, visto que na época a beleza era considerada uma dádiva, e que uma mulher deveria ter um corpo conforme os padrões. De maneira análoga, por exemplo no livro “Quando Tudo Ruir”, escrito pela Lola Salgado, pode-se ver a permanência desse estereótipo, pois Alana possui uma prótese na perna, depois de um acidente, e isso faz se sentir inferior, pois seu corpo não está adequado com o que a sociedade dita.

Desse modo, não apenas a perpetuação do modelo estético, como também a falta de acessibilidade corrobora para o capacitismo. À vista disso, nota-se, segundo o Jornal G1, que 25% da população sofre alguma deficiência, logo é necessário que haja acessibilidade a essas pessoas nas ruas, trabalho e escola, como diz a lei N.10.098. Uma vez que a falta de dependência estimula o estigma de incapacidade desse grupo de pessoas, além de que grande parte da população está sendo excluída sem tais medidas.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que a mídia, desenvolva campanhas, nas redes sociais de incentivo a quebra do padrão corporal, um fim de que esse paradigma que aprisiona acabe e o capacitismo seja ínfimo. Portanto, o Ministério da Educação deve instituir na sociedade civil, concede gratuitas em praças públicas, ministradas por psicólogos e médicos que discutem a acessibilidade em todos os lugares, de forma que pessoas como Sophia sejam encorajadas a conquistarem seu espaço.