Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988 todos possuem o direito à igualdade e à dignidade. No entanto, devido ao capacitismo — referente a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência — isso não é efetivado na realidade brasileira. Logo, devido aos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, como a discriminação e a negligência estatal, é necessário discutir sobre essas nuances, a fim de se propor uma intervenção eficiente.

Primeiramente, é preciso ressaltar que a sociedade tem papel fundamental na coletividade e no bem-estar comum, uma vez que essa é permeada de discriminação, acaba atigindo negativamente o direito do outro. Exemplo disso, é retratado no filme “Extraordinário”, o qual o personagem principal possui uma deformação facial e sofre bullying na escola. Dessa forma, o sentimento de superioridade que as crianças consideradas “normais”, que nao possuem nenhuma deficiência, em relação ao personagem deficiente, mostra como esse tipo de preconceito é enraizado e perpetuado, visto que, provavelmente, essas crianças acabam por incutir esse tipo de discurso preconceituoso da vivência adquirida no coletivo. Conforme defende o filósofo Mário Sérgio Cortella, a escola é um local onde se reproduz a violência dentro dela, mas também pode ser usada como meio de diminui-la, se atuar com conteúdos que ofereçam sentido a vida dos alunos. Assim, faz-se necessário a propagação de discursos anticapacitistas para poder formar cidadãos engajados com essa causa social.

Ademais, outro desafio que corrobora para a dificuldade em combater o capacitismo no Brasil é a negligência estatal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia, cerca de 25% da população possui algum tipo de deficiência. Assim, é dever do Estado garantir os direitos constitucionais dessa população, por meio de politícas públicas inclusivas. No entanto, muitas vezes, o Governo acaba negligenciando essa classe de pessoas, uma vez que ela é colocada a margem e tratada como se fosse uma minoria que não necessitasse de medidas de inclusão social. Dessa maneira, acaba inferindo no Contrato Social, defendido pelo contruatalista Jonh Locke, em que o Estado é responsável pela garantia do bem-estar da população.

Portanto, visto os desafios para combater o capacitismo no Brasil, são necessárias medidas que visem reverter essa condição. Para isso, urge que as escolas promovam a conscientização dos alunos, por meio de palestras e debates ministrados por professores e pessoas com deficiência, a fim de mostrar a importãncia da inclusão social em todos os ambientes e fomentar o respeito. Ademais, é preciso que o Governo realize campanhas midiáticas, por meio de informações e ações de inclusão sociais, para poder obter-se uma sociedade participativa e engajada socialmente.