Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

No livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do autor brasileiro Machado de Assis, o personagem principal ridiculariza uma mulher por sua condição física chamando-a de “coxa” e a menosprezando pela aparência. Fora da literatura, é comum que pessoas portadoras de deficiência sejam discriminadas por aqueles que se autodenominam “normais”, nesse sentido é possível citar a existência de desafios no combate ao capacitismo no Brasil, dentre eles: o preconceito enraizado na sociedade e a padronização de pessoas na esfera social.

Primeiramente, é importante entender que o preconceito - contra etnias, gêneros ou nações - é algo estrutural que foi mantido e normalizado durante décadas. Nesse âmbito, tem-se o capacitismo como uma prática presente, infelizmente, desde a Idade Antiga em que os espartanos negligenciavam e executavam os bebês portadores de alguma deficiência. No entanto, apesar de ainda presente, o capacitismo vem reduzindo ao longo dos anos no Brasil e abrindo mais espaço para a inclusão social dessa minoria, uma vez que influenciadores digitais como a “Pequena Lo” mostram que suas condições físicas não interferem em suas integridades e capacidade de viver bem.

Outrossim, cabe mencionar que, segundo o psiquiatra Gustav Jung, o inconsciente coletivo é uma prática que reforça padrões culturais ao longo das gerações por meio de sua repetição. Dessa forma, é possível exemplificar a padronização de pessoas no meio social como um difícil desafio a ser enfrentado no combate ao capacitismo no país, visto que a idealização de corpos anula a ascensão da divergência populacional. Assim, sendo de demasiada importância que os padrões sejam quebrados a fim de democratizar uma igualdade de discriminações para as pessoas com deficiência.

Portanto, vista a necessidade de combater o capacitismo presente no Brasil, cabe às mídias e aos grandes influenciadores de massa, por meio de publicações que informem as causas e consequências da persistência do preconceito contra os portadores de deficiência, informar e proporcionar uma maior diversidade social nas redes, bem como minimizar a permanência de padrões sociais preestabelecidos, com a finalidade de diminuir os desafios para o enfrentamento ao capacitismo e difundir uma maior polarização da sociedade.