Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Durante o século IXX, pessoas com deficiências eram exibidas nos chamados shwos de aberrações em circos. O acontecimento revela as camadas históricas da maldade humana com quem é diferente entre uma maioria. Sendo assim, o modo de enxergar as pessoas diferentes seguiu um caminho de discriminação, de bullying e de diagnósticos ruins que as colocam como inválidas dentro da sociedade. Desse modo, convém analisar o preconceito enraizado e a negligência do Estado como desafios a serem superados para o combate ao capacitismo.
A princípio, é fulcral pontuar os preconceitos históricos como impulsionadores do problema. Consoante ao sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, de generalidade, e de coercitividade. Dessa forma, é possível constatar que a sociedade atual ainda possui um preconceito histórico e social ligado às pessoas com deficiencia devido à falta de atitude do governo para reverter esses pensamentos preconceitusos que persistem há séculos.
Outrossim, vale ressaltar que a falta de medidas do governo para assegurar os direitos das pessoas com deficiência faz com que a discriminação se perpetue. De acordo com o Artigo 8º da Constituição Federal Brasileira de 1988, é dever do Estado garantir à acessibilidade, à dignidade e o respeito aos cidadãos com deficiencia. No entanto, o que se percebe no cotidiano é o oposto do que a legislação diz, uma vez que ao analisar as instituições, as calçadas, e as áreas de lazer dificilmente se verá uma pessoa com deficiência, evidenciando a exclusão dessa parcela da população que, segundo o Censo de 2010, são cerca de 24% dos brasileiros.
Infere-se, portanto, que iniciativas são necessárias para que o capacitismo deixe de ser uma realidade no Brasil. Logo, o colégio, com seu poder tranformador, deve inserir debates nas salas de aulas por meio de palestras ministradas por profissionais no assunto, a fim de desconstruir o preconceito e ensinar os alunos a enxergarem todas as pessoas de forma igualitária. Ademais, o governo, a partir do poder legislativo, deve criar leis para que os estabelecimentos e as instituições tenham acessibilidade para todos, estimulando essas ações através de incentivos fiscais, com o intutito de acelerar esse processo, e, assim, garantir o direito de todos os cidadãos.