Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante, em seu artigo 5° a igualdade para todo cidadão brasileiro. Embora tal prerrogativa não tenha se reverberado com ênfase na prática, quando se observa a questão do capacitismo no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de medidas governamentais e da escassez de informação.

É importante ressaltar, em primeiro plano, a ausência de medidas governamentais para combater esse preconceito social. Nesse sentido, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange o capacitismo no Brasil. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a discussão e o acesso à informação sobre o capacitismo no Brasil ainda não é muito amplo, mesmo com a ajuda da tecnologia para disseminar novos pensamentos e debates contra qualquer tipo de opressão. Nesse segmento, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso à informação, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação da discriminação contra as pessoas com deficiência.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras em escolas, a serem web conferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas de preconceitos e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o capacitismo no Brasil e acabar com essa adversidade. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.