Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O Estatuto da Pessoa com Deficiência foi criado em 2015 com o intuito de promover a igualdade e garantir direitos a esses cidadãos. Embora essa lei brasileira busque a inclusão social dos deficientes essas pessoas ainda enfrentam desafios para lutar contra a visão preconceituosa de parte da população. A questão do capacitismo no Brasil deve ser combatida enfrentando os estereótipos que relacionam aos deficientes, mudando os pensamentos de quem encara a deficiência como uma doença que deve ser curada e penalizando quem usa a deficiência como uma ofensa.

A princípio, deve-se entender que o capacitismo é uma forma de discriminação contra a pessoa com deficiência que considera que essas pessoas são incapacitadas e limitadas, essa visão é reforçadas na representatividade do deficiente em filmes, como acontece em “Como eu era antes de você” que retrata a história de um deficiente deprimido e em um estado indesejado. Nesse sentido, é necessário que a deficiência seja retratada de maneira menos estereotipada, reforçando que a pessoa com deficiência deve ser tratada com normalidade e não devem ser limitados ou terem histórias sensacionalistas de superação.

Sob esse mesmo viés, a crença de que o deficiente deve lutar contra sua deficiência como se fosse uma enfermidade a ser curada precisa ser questionada. Em Esparta, na Grécia Antiga, as crianças deficientes eram assasinadas, tal fato demonstra que a visão desse sociedade sobre deficientes eram bem limitada. Em suma, ambas as percepções sobre se relacionam pela maneira retrógrada de lidar com PCD, que se reflete em uma barreira para a quebra de paradigmas e para que não haja a manutenção desses preconceitos.

Ademais, é imperativo que as demonstrações de preconceito sejam reprimidas e punidas, e para isso é necessário o esforço coletivo de toda a população para a conscientização e denúncia de quem reproduz preconceitos contra deficientes.

Mediante ao exposto, é dever do Estado fazer cumprir o Estatuto da Pessoa com Deficiência combatendo o capacitismo. Sendo assim, cabe a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, crie campanhas publicitárias explicativas e contra o capacitismo, por meio de alocação de verbas, com o objetivo de conscientizar a população sobre PCD melhorando a inclusão e a modificando a visão da sociedade sobre como deve ser a vida dos deficientes. Dessa maneira, espera-se que seja possível enfrentar os desafios no combate ao capacitismo educando a população, esperando atingir uma população conscientizada e bem informada sobre as deficiências.