Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Na Alemanha Nazista, os indivíduos com deficiências físicas e mentais eram considerados inúteis e incompatíveis com o conceito de “raça superior” disseminado por Hitler. A eugenia existente nessa época perdura até os dias atuais, inferiorizando pessoas com deficiência. A partir deste contexto é necessário avaliar o quanto é baixa a discussão sobre capacitismo em todas as mídias, tendo como consequências o preconceito e a segregação dessas pessoas da sociedade.

É preciso discutir, primordialmente, o pouco debate acerca do capacitismo na imprensa. Isso pode ser explicado pelo conceito de Indústria Cultural, desenvolvidos na escola de Frankfurt, que dita a padronização e homogenização em todos os processos de criação, a fim de atingir o maior público possível, gerando desejo de consumo e aumento da renda Estatal. Tendo em vista esse conceito, já é possível prever que, assuntos como capacitismo não são discutidos, porque não atingem um público em massa. Tal problemática gera desentendimento por parte da sociedade acerca de deficiências gerando consequências como o preconceito e a exclusão social.

Em seguida, outro fator a ser apontado, é o quanto o conceito de eugenia pode causar preconceito e segregação. No filme “Extraordinário”, Auggie é um menino que nasceu com deformidades no rosto. Aos dez anos, é permitido-lhe frequentar a escola, onde ele sofre bullyng. Tudo isso porque não existiu a discussão a respeito das diferenças e do respeito que é necessário ao abordá-las. Desta forma, o preconceito sofrido pelo garoto foi instantâneo, bem como sua exclusão, gerando extremo sofrimento a ele.

Pode-se concluir, portanto, que a não compreensão de deficiências aumentam o preconceito e a exclusão social. Logo, é necessário que o Ministério da Educação promova campanhas que expliquem termos capacitistas, por meio de cartilhas com desenhos, e as insira nas escolas primárias, a fim de diminuir o desentendimento sobre tal assunto desde a primeira infância e erradicar o preconceito e a segregação social.