Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Deficiência de empatia
Em 1500 a.C., a cidade de Esparta exercia uma seleção dos recém-nascidos por meio da capacidade biológica, desse modo, aqueles que apresentavam alguma anomalia eram sacrificados. Não tão extrema quanto a anteriormente citada, o Brasil apresenta o capacitismo como um de seus tumores sociais. Nesse sentido, a indiferença do Estado sobre a questão trabalhista sobre os incapazes aliada ao descompromisso da população, fazem necessária a discussão do tema.
A princípio, parte do preconceito sofrido pelos deficientes emana daquele que deveria defendê-lo, o Governo. O grupo Facção Central, na música “Castelo Triste”, evidencia a realidade daqueles que necessitam de suporte devido a sua debilidade na seguinte frase, “Te dão no estacionamento, espaço reservado, mas não o emprego para comprar o carro adaptado”. Posto isso, o paradoxo se dá no fato que a Constituição, promulgada em 1988, em seu artigo 23º, obriga o país a garantir trabalho ao cidadão, independente de sua condição. Entretanto, essa lei não entra em ação na atual democracia. Concomitante a isso, a falta de empatia populacional colabora para o aumento dessa segregação. A Bíblia, no livro de Mateus, relata que a Civilização Israelita de 2.000 anos atrás, concentrava todos os debilitados no Tanque de Siloé, uma espécie de “cemitério dos vivos” para os deficientes. No que se refere a contemporaneidade, seria inconcebível tal comportamento, contudo, ainda é possível observar o isolamento individual daqueles que ainda não se sentem pertencidos a nação, por conta dos preconceitos dos que seria os “capazes”.
Portanto, faz-se necessário uma ação contra essa desigualdade. O Ministério do Trabalho em conjunto com o Sebrae deve promover a conscientização das empresas e a ampliação de vagas destinadas aos deficientes. A campanha de ensinamento corporativo deve ser desenvolvida pela Empresa supracitada, acompanhado do abatimento de impostos aos CNPJ’s inscritos nesse programa. Por fim, a finalidade dessa medida é integrar os incapazes cada vez mais ao mercado de trabalho, aumentando a relevância e diminuindo o capacitismo sobre eles.