Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, há um recorrente e problemático capacitismo enraizado, afastando a sociedade da descrita pelo More. Desse modo, é necessário obter meios de mitigar tal forma de preconceito, que perdura devido não só a falta de acessibilidade aos deficientes, como também pela falta de educação ética dos indivíduos.

Primeiramente, é notório que a falta de acessibilidade se configura como um desafio no combate ao capacitismo. Afinal, a mentalidade do deficiente “incapaz” é alimentada quando este não consegue frequentar os locais dos demais, tendo como consequência preconceito e isolamento aos portadores de deficiência. Nesse sentido, a sociedade brasileira não pode manter 74% das escolas públicas sem ingresso à acessibilidade, como pontua o site Gestão Escolar.  Portanto, há urgência na alteração dessa conjuntura, visando melhoria no quadro nesse quadro problemático.

Ademais, o governo brasileiro falha em garantir educação ética á sociedade. Dessa maneira, os indivíduos não percebem quando são preconceituosos, pois não foram educados para tal, como a Constituição Federal de 1988 garante. Diante disso, é indiscutível que o capacitismo não seja uma das consequências da falta de educação da sociedade. Nessa perspectiva, é necessário combater tal falha rapidamente, para que não haja piora nesta forma de preconceito.

Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o Ministério da Educação deve garantir o acesso de portadores de deficiência nas escolas públicas, por meio da construção de um ambiente com acessibilidade para tal minoria, como a criação de rampas para deficientes físicos, a fim de que os deficientes frequentem os mesmos locais que os não portadores, tornando a ideia de “incapaz” fora de cogitação. Com isso aplicado, a sociedade estará mais próxima da utópica de More.