Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 5º, a igualdade como um direito inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Diante dessa perspectiva, o estigma social de pessoas deficientes, e as desiguais oportunidades, favorecem esse quadro.

Em primeira análise, o estigma social que permeia o capacitismo é projetado por preconceitos enraizados também em pessoas com deficiencia. A exemplo disso, o filme vencedor do Oscar “Forrest Gump”, torna evidente isso na cena em que o Tenente Dan diz que preferiria ter morrido, ao invés de sobreviver como um aleijado. Por meio disso, é notável também o quanto o preconceito pode dificultar a aceitação dos deficientes, em relação ao seus corpos.

Ademais, as desiguais oportunidades de aprendizagem também impulsionam o capacitismo. Esse cenário é exposto no livro “O cidadão de papel”, do escritor Gilberto Dimenstein, no qual mostra que os direitos dos cidadãos não são realmente para todas as pessoas. Consequentemente, as pessoas com deficiencia são ainda mais desprivilegiadas, na medida que o Estado não garante seus direitos.

Portanto, é imperativo que o Estado exerça seu dever primordial. Nesse sentido, o Governo federal deve, por meio do Ministério da Educação, promover atividades socioculturais que sejam inclusivas para alunos com ou sem deficiencia, nas escolas públicas, para que dessa forma muitos dos preconceitos e estigmas despareçam por meio da naturalização do convivio. Alem disso, as atividades também serão ofertadas para cidadãos que não sejam estudantes, visando atingir o máximo de  pessoas.