Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, nós temos o total direito à saúde e ao bem-estar social. Por consequência da falta de informação, atualmente o combate ao capacitismo é um problema em questão no Brasil. Nesse sentido, a recorrente descriminação contra pessoas com deficiência deve ser analisada a fim de minimizar os impactos ocasionados neste cenário. Ademais, é essencial ressaltar o padrão de corpos “perfeitos” e capacidade funcional criado pela sociedade, bem como a falta de oportunidade no mercado de trabalho.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o capacitismo no Brasil. Neste cenário, a sociedade impôs um padrão no qual pessoas com qualquer deficiência são incapazes de realizar as mesmas tarefas de alguém “normal”. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que as PCDs (pessoas com deficiência) desfrutem de seus direitos.

Ademais, é preciso salientar que a falta de oportunidade no mercado de trabalho é uma causa latente do problema. Segundo Foucalt, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o combate ao capacitismo, o que contribui para o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Desse modo, cabe ao Estado criar campanhas de conscientização através de propagandas televisivas utilizando pessoas com deficiência, para dessa forma, fazer com que a sociedade pare de encarar essas pessoas como incapazes. Cabe também ao Estado, aumentar o números e cotas em empresas públicas e privadas, a fim de que as PCDs tenham mais oportunidades de emprego. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente e igualitária onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social” tal como afirma John Locke.