Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Originado na Alemanha, o regime totalitário nazista foi responsável pelo assassinato em massa de mais de um milhão e meio de pessoas, incluídas nesse grupo aquelas que possuem qualquer tipo de deficiência, por serem consideradas inferiores à raça ariana. Apesar de diversos avanços na sociedade, é possível notar resquícios de preconceitos enraizados na população brasileira em relação aos deficientes, como a subestimação de sua capacidade de trabalho. Isso se deve principalmente pela negligência governamental à problemática, sendo necessária a tomada de medida capaz de conter o fenômeno do capacitismo no Brasil.
Concomitante a isso, é perceptível a importância da internet enquanto ferramenta de inclusão social na atualidade. Como exemplo, temos a Pequena Lô, psicóloga e criadora de conteúdo, que possui uma síndrome não identificada e traz representatividade e humor às pessoas por meio de seus vídeos. Assim, a presença de influenciadores que fogem os padrões promove a reflexão das pessoas, passando a compreender que os deficientes também são seres humanos que vivem, desmistificando a ideia de que possuir uma deficiência é sinônimo de uma vida limitada.
Entretanto, é notório que o mercado de trabalho é um ambiente extremamente desigual às minorias. Dessa forma, cabe referenciar a série norte-americana Away, em que Matt é afastado de seu emprego ao sofrer um acidente que o tornou paraplégico. De modo análogo, a situação ocorre com frequência no cotidiano em que as empresas inferiorizam as pessoas com deficiências, associando tê-las no ambiente ao baixo rendimento e atraso para a corporação. Consequentemente, é necessário ter maiores preocupações sobre deficientes e o nível de desemprego ao grupo no país, devido às poucas oportunidades dadas a eles no mercado de trabalho.
Por isso, é preciso reverter a problemática. Cabe à mídia ampliar as garantias democráticas de pessoas com deficiência, de modo a incluí-los como protagonistas em programas televisivos e propagandas, por meio de contratos e parcerias com empresas, a fim conscientizar a população da importância do grupo à sociedade. Assim, será possível desconstruir a imagem do deficiente como incapaz e depressivo, mostrando que são pessoas com os mesmos direitos e habilidades que as demais, pondo um fim na existência do capacitismo no país.