Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Na antiga Grécia cidadãos com deficiência eram assassinados, pois era uma limitação para serem guerreiros, profissão mais valorizada na época. Nos dias atuais, não acontece mais essa barbárie, entretanto, o preconceito contra pessoas com “incapacidades “prevalece. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para que os desafios ao combate do capacitismo em questão no Brasil, como, o ideal do perfeito exigido pela sociedade e a falta de suporte do governo sejam atenuadas.
Em primeira instância, vale destacar que em uma sociedade é compartilhado mesmos padrões e ideais de beleza. Segundo Hume, todo comportamento humano é guiado por seus hábitos e costumes. Seguindo a linha de raciocínio do filósofo escocês, preconceitos sobre pessoas com deficiência foram enraizados na população, os achando incapacitados e invisíveis diante de seus olhos. Diante disso, acaba sendo um desafio para eles combaterem essa discriminação e serem notados e respeitados no Brasil.
Em segunda instância, é notório ressaltar que o governo deveria suprir os direitos de todos os cidadãos. Consoante a Milton Santos, cabe ao Estado a garantia do bem-estar coletivo. Entretanto ao falar de pessoas com deficiência, há uma lacuna, já que há falha na infraestrutura, que acaba gerando desafios para uma igualdade entre brasileiros com diferentes capacidades funcionais. Desse modo, o combate a violência verbal e física contra deficientes acaba sendo mais difícil por causa da falta de investimento por parte do Estado.
Impende, portanto, que para os desafios ao combate do capacitismo serem mitigados medidas devem ser tomadas. Nessa perspectiva, é necessário intervir desde criança, naturalizando a convivência entre pessoas com certas “incapacidades”, cabe as instituições educacionais investirem em professores que saibam linguagem de sinais e libras fazendo uma sala separada para esses alunos, mas no intervalo a interação de todos os estudantes. Ademais, o governo deve se preocupar mais com a infraestrutura das cidades, incluindo rampas, passeios lisos, para que pessoas com deficiência se adaptem a uma vida normal no Brasil.