Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve assegurar direitos, como o acesso à educação, à inclusão, entre outros, para todos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a exclusão social das pessoas portadoras de necessidades especiais, pois estes carecem de medidas públicas de inclusão nas áreas da prática esportiva, do mercado financeiro, entre outros. Desse modo, a negligência estatal, somada ao preconceito social, intensifica os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.
Em primeira instância, a negligência estatal propicia a exclusão dos direitos de acesso à cidadania para as pessoas com deficiências físicas no país, pois há o descaso político nos investimentos referentes às medidas de inclusão no esporte, trabalho, entre outros. Nessa conjuntura, os esportistas paralímpicos ainda não têm tanta visibilidade no Brasil, segundo o apresentado em 2016 pelo site Globo Esporte. Nesse cenário, a ineficiência da gestão política, em promover o incentivo ao esporte para pessoas com necessidades especiais, expõe a desigualdade dos direitos na sociedade brasileira.
Em segunda análise, segundo o ideal “Ubuntu”, que expressa o conceito de cidadania por meio da empatia e ética social, a nação brasileira apresenta o viés individualista, pois expõe o capacitismo no campos social. Nessa ótica, 88% dos municípios que têm transporte por ônibus descumprem lei de acessibilidade, segundo o apresentado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Por conseguinte, o preconceito social contra às pessoas com deficiência expõe o capacitismo presente na sociedade brasileira.
Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço das problemáticas do capacitismo no país. Nesse cenário, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve propor o investimento na inclusão do acesso à cidadania, por meio da criação de aulas esportivas gratuitas em centros esportivos paralímpicos e da disponibilização de palestras socioeducativas, cedidas por professores, em redes de ensino públicas sobre a inclusão social, para combater o preconceito social e conscientizar a população sobre os direitos das pessoas com deficiência. Logo, o conceito de cidadania só será atingido quando o Estado assegurar os direitos de todos na sociedade.