Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Durante a Segunda Guerra mundial, milhares de deficientes eram sacrificados por não se enquadrarem à raça ariana. Semelhante ao cenário histórico, hodiernamente, apesar de não haver chacinas legalizadas contra essas pessoas, o Brasil enfrenta desafios no combate ao capacistismo vigente na sociedade. Dessa forma, convém analisar os fatores nocivos do quadro, tais como: o pré-conceito enraizado culturalmente e a ausência de acessibilidade, a fim de atenuá-los.
Em primeiro plano, cabe expor que históricamente a humanidade foi constituída por diversas formas de pré-conceito, em razão do distanciamento de algumas pessoas dos padrões físicos ou intelectuais, tornando a diferença uma excessão na sociedade. A exemplo disso, a série norte-americana “Atypical”, retrata o cotidiano de um jovem autista, que enfrenta inúmeros desafios por conta de sua condição. Dessa maneira, fica claro que a visão deturpada sobre tal grupo além de gerar traumas psicológicos, reforça sua segregação social.
Outrossim, é válido ressaltar a questão da ausência de democratização no acesso às condições de forma igualitária para os indivíduos possuidores de necessidades especiais, como mais um entrave enfrentado por eles. Nesse viés, a afirmação de Thomas Hobbes: “O Estado é responsável pelo bem-estar da população”, vai em desencontro à realidade brasileira, visto que as autoridades não garantem a infraestrutura necessária para atender essa população. Sendo assim, desassistidos pelo Governo, sofrem com dificuldades no meio escolar, no uso de transportes públicos e até no trilhar das calçadas.
Portanto, urgem medidas para amenizar a problemática. Logo, cabe à Mídia, influenciadora de massas, desenraizar pré-conceitos, por meio da exibição de programas que mostrem a vida de deficientes, a fim de evidenciar que são pessoas normais. Além disso, o Governo Federal, instância máxima de ação executiva, deve promover a acessibilidade no meio urbano, através da disponibilização de ruas, ônibus e instituições adaptados, com o intuito de aumentar a qualidade de vida da população atingida. Assim, fatos como os ocorridos na Alemanhã nazista estarão apenas nos livros de história.