Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 16/01/2021

A Constituição Federal do Brasil de 1988, prevê o direito ao bem estar social. Porém, quando relacionada a situação vigente de indivíduos portadores de deficiências físicas ou mentais, observa-se o ferimento de tal legislação. Tal problemática, tem como fatores desafiantes a falibilidade estatal, e ainda a ausência de políticas sociais de inclusão e acessibilidade.

Em primeiro plano, o filme “O Extraordinário”, permite traçar um paralelo a realidade, por apresentar na trama o garoto Auggie Pullman, portador de uma deformidade facial, que enfrenta lutas diárias em seu ambiente escolar, em busca de aceitação e inclusão. Fora da ficção, a problemática se faz presente na vida de inúmeros de brasileiros deficientes, vítimas da corrente capacitista. Isso posto, ainda se agrava tendo em vista a negligência estatal que, erroneamente, se mantém atônita a efetivação de ações que visem a acessibilidade e inclusão de deficientes no Brasil.

Sob mesma ótica, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,7% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 14 milhões de brasileiros. Apesar do número expressivo, basta um olhar atento ao contexto social, para notar a forte presença de discursos e atitudes preconceituosas que reforçam a exclusão, contribuintes com a corrente do capacitismo. Assim, a ausência da conscientização social também atua como fator desafiante no combate ao pensamento capacitista.

Portanto, conclui-se que medidas são necessárias para atuarem no combate ao capacitismo no Brasil. Assim, cabe ao Governo Federal, equivalido pelo Ministério da Cidadania, adotar práticas como programas sociais em ambientes públicos acessível a toda população, buscando assim maior inclusão, bem como medidas de acessibilidade, como adaptações como rampas e brailles em locais públicos. Tais ações, agiriam de modo eficiente no combate ao capacistimo.