Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Segundo à Constituição Federal, todos os seres humanos são iguais em direitos. Contudo, ao se observar o corpo coletivo brasileiro, é possível notar a segregação das minorias e, de modo particular, das pessoas portadoras de deficiências físicas ou intelectuais. Nesse sentido, como resultado do preconceito estrutural, indivíduos com necessidades especiais são socialmente marginalizados, o que suscita a criação de um fenômeno baseado na crença de incapacidade no que tange à execução dos papéis relativos à cidadania por parte desses cidadãos.

Em primeira análise, de acordo com Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Em concordância, constata-se que a questão do capacitismo é produto da estrutura preconceituosa e não inclusiva da sociedade. Por consequência, essas pessoas são vistas como incapazes, de maneira a recrudescer ainda mais a problemática relativa à segregação social e impossibilitar o exercício da cidadania.

Por conseguinte, a cultura do capacitismo implica no desafio de atender às necesidades específicas dessa parcela populacional, de modo a oferecer as condições pertinentes à integração sem, no entanto, limitar sua capacidade como indíviduo participante do corpo coletivo. De modo análogo, a obra ficcional “Atypical”, exemplifica tal cenário ao demonstrar os esforços de um jovem portador de autismo para se sentir como parte da sociedade e ter o direito de levar uma vida como todo estudante da sua idade.

Destarte, nota-se que a questão do capacitismo no Brasil se deve à marginalização social histórica que essas pessoas (portadoras de deficiência) sofreram. É fulcral, portanto, que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, execute, nas escolas públicas e privadas, por meio da inserção de profissionais capacitados, um programa a fim de promover o debate sobre inclusão em aulas e palestras. Será possível, assim, mitigar os efeitos suscitadas por essa problemática e viabilizar a integração e cidadania.