Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Segundo o poema “No meio do Caminho”, do escritor modernista Carlos Drummond de Andrade, existem obstáculos no percurso da vida humana. De maneira análoga, as dificuladades encontradas para o combate ao capacitismo no Brasil tornou-se, metaforicamente, uma pedra no meio do caminho da sociedade. Tal situação se agrava, sobretudo, devido à falta de mobilização social e ao preconceito enraizado, evidenciando a necessidade de medidas para atenuar a questão.
Sob tal viés, nota-se, de início, que a negligência da população agrava a problemática no país.Isso porque, hordienalmente, discriminam-se pessoas pelo fato de ter alguma deficiência, como a síndrome de Down. Desse modo, esses indivíduos sentem-se inseguros e incapazes de realizar qualquer tipo de atividade, por exemplo, frequentar ambientes escolares. Além disso, pais e responsáveis tentam proteger ao máximo seus filhos, minimizando os seus limites e realizando todos os seus desejos. Pode-se ressaltar, a título de ilustração, o filme “Extraordinário”, o qual retrata a história de um menino que nasce com deformações faciais e por medo de não ser aceito pelos colegas, sua mãe decide dar aulas particulares em sua casa. Logo, perecebe-se o quanto é importante informar a sociedade a respeito dessa temática
Outrossim, a discriminação praticada contra as pessoas que possuem alguma deficiência coopera para a persistência do problema. Isso ocorre porque atitudes capacitistas fazem com que esses indivíduos sintam-se pressionados psicológicamente. Dessa forma, muitos sujeitos quando não conseguem se adequar ao molde estipulado pela sociedade, em muitos casos, passam por situações de exclusão social e preconceito.Essa situação configura-se como uma espécie de “Violência Simbólica”, conceito proposto pelo sociólogo Pierre Bourdieu, o qual se refere à opressão mental e moral exercida por determinados grupos de influência e sofrida por homens e mulheres que, diante disso, sentem-se inferiozados e insatisfeitos com sua própria condição. Dessarte, é preciso pensar em ações que desconstruam tal fato exposto.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. A priori, as escolas, por exercitarem o pensamento crítico, devem abordar essa temática, por meio de aulas lúdicas, a fim de diminuir as atitudes capacitistas entre os indivíduos. Ademais, a mídia, por ser grande influenciadora, deve desconstruir esse tema, promovendo propagandas com a participação de pessoas deficientes, com o intuito de promover uma maior inclusão social. Assim, o problema vigente deixará, aos poucos, de ser uma pedra no caminho na vida de muitos brasileiros.