Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Na Idade das Pedras, período de extremo nomadismo humano, ocorria a total repressão e violência com pessoas especiais, deixando-as a mercê de predadores e doenças. De maneira análoga, tal tratamento de inferioridade para pessoas com alguma deficiência persiste na sociedade brasileira, encontrando-se enraizado na mente dos cidadãos, nos quais promovem a disseminação do ódio, aumentando cada vez mais esse preconceito e, consequentente, a propagação dessa má educação. Assim, é possível afirmar que as raízes históricas e a consequente educação inadequada são os principais desafios para o combate do capacitismo no Brasil.
A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é visível que pensamentos ultrapassados tendem a perdurar na sociedade e trazer maléficios à esta, como o preconceito com as pessoas detentoras de necessidades especiais, comprovando o enraizamento desse ideal no meio social brasileiro. Além disso, umas das principais consequências da forte presença do capacitismo é a promoça da violência, homicídios e, em alguns casos, de suicídios por parte do grupo alvo dessas práticas de ódio. Dessa forma, para que ocorra a redução dessa problemática, faz-se necessário o rompimento com os ideias de desigualdade do passado paleolítico.
Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível a participação da educação na formação de um pensamento consciente e benéfico para a sociedade, pois sem a participação correta de um indivíduo no meio social poderá acarretar a difusão de uma má ideologia, como é a violência contra as pessoas especiais. Nessa perspectiva, o sociólogo Max Weber afirmava que ações individuais impactavam diretamento na sociedade, promovendo o acentuamento de desigualdades sociais. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educativas, com o objetivo de aprimorar a mentalidade dos indivíduos e diminiuir essas práticas preconceituosas.
Portanto, é perceptível que a Idade das Pedras deixou vertentes históricas maléficas para as pessoas especiais, corroborando para o acentuamento da disseminação do capacitismo. Posto isso, o Ministéiro da Educação deve promover palestras e propagandas nos meios midiáticos, com o intuito de demonstrar a realidade que os indivíduos portadores de necessidades especiais vivem diariamente e suas consequências para a saúde individual e social, por meio de educadores renomados, com o fito de incentivar a aprimoração intelectual de quem pratica esses atos e a agirem de forma mais saudável em prol do conforto coletivo e,consequentemente, a colaboração da redução do capacitismo no Brasil.