Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
No filme nacional “Hoje eu quero voltar sozinho”, é retratada a vida de um adolescente cego que tenta encontrar sua independência em um ambiente superprotetor, criado por sua mãe. Fora da ficção, essa é a realidade de inúmeras pessoas com deficiência no Brasil, marcado por uma eugenia de corpos perfeitos e exclusão política, social e de acessibilidade, o país é notado pelo capcitismo enraizado.
Inicialmente, é válido ressaltar que o conceito de perfeição corporal existe desde as civilizações antigas, como por exemplo, em Esparta, recém-nascidos que possuiam algum tipo de deficiência eram mortos, revelando a crueldade dessas ideias ultrapassadas. Sobre esta mesma ótica, no contexto nacional, a glorificação de modelos perfeitos instaura-se por meio da mídia, propagandas utilizam corpos considerados “padrões” com o intuito de chamar atenção e serem validados pelo público, contribuindo com um “apartheid” social e com um viés capacitista.
Em conseguinte, o combate ao capacitismo se dá por meio da legitimação de pessoas que contém algum tipo de deficiência, um grande exemplo é a artista mexicana, Frida Khalo, aos 6 anos contraiu poliomielite, deixando-a com sequelas nas pernas, logo após, com 18 anos, sofreu um acidente que teve como consequência a incapacidade de andar e em um curto período, teve uma de suas pernas amputada. Outrossim, o problema no Brasil é a negligenciação de tais deficiências, a periferização das pessoas detentoras de deficiência é nítida e urgente.
Em suma, o Governo Federal deve ter como objetivo a erradicação do capacitismo no Brasil por meio de investimento em políticas públicas que garantam uma situação de igualdade da população com deficiência, tendo como exemplo, a efetiva implantação da segunda língua oficial do país -a Libras-, adaptação dos meios urbanos e acessibilidade inclusiva no ambiente virtual. Além do mais, comunidades de apoio aos civis que possuem deficiência devem ser criadas para ajudar com o suporte psicológico, assim como aconteceu com o personagem de “Hoje eu quero voltar sozinho”, que encontrou o auxílio da família e dos amigos.