Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
A constituição federal de 1988 possui como um de seus princípios a garantia de igualdade para todos, sem distinção de qualquer natureza. Sob essa óptica, é necessário combater o capacitismo, que fere esse princípio ao propor que deficientes, por estarem fora da corponormatividade, sejam mais limitados. Contudo, o preconceito histórico e o bullyng nas escolas representam desafios para esse combate.
Primeiramente, é imprescindível ressaltar que, historicamente, pessoas com deficiência física são retratadas como incapazes e isso reflete no capacitismo. O autor George R. R. Martin, em sua obra “As crônicas de gelo e fogo”, apresenta aos leitores Brandon Stark, que é ridicularizado após tornar-se paraplégico, ouvindo, várias vezes, de seus agressores que jamais seria capaz de fazer algo útil, como seus predecessores. Assim, os livros, contextualizados na Idade Média, retratam como o pensamento capacitista é um problema historicamente mal resolvido, fato que culmina em sua perduração na sociedade.
Outrossim, o bullyng contra deficientes nas escolas, dissemina a visão capacitista entre as pessoas. No filme " Extraordinário", o personagem deficiente Auggie Pullman sofre Bullyng de Julian, uma criança popular que ridiculariza as capacidades intelectuais de Auggie e se junta com seus amigos para humilhá-lo de diversas formas. Desse modo, o filme ilustra como o bullyng passa, como uma doença, de uma pessoa para outra até configurar um cenário de exclusão para a vítima. Nesse panorama, todos os agressores compactuam com a mesma perspectiva capacitista e não respeitam o direito à igualdade do qual deficientes também desfrutam.
Portanto, urge ao Estado, cujo dever é zelar e tomar decisões pela coletividade, combater o capacitismo, a fim de defender a igualdade para todos. Isso pode ser feito por meio de palestras realizadas nas escolas, que conscientizem sobre o capacitismo, o preconceito e o bullyng sofridos pelos deficientes ao longo da história. Dessa forma, a nova geração aprenderá com os erros do passado e crescerá mais igualitária.