Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 18/01/2021

Parece improvável, mas a não muito tempo atrás, no século XIX, pessoas portadoras de deficência eram exibidas como aberrações nos chamados “Freak Shows” para divertir e entreter os considerados normais. Por conseguinte, ainda hoje essas pessoas são vitímas do capacitismo, sofrendo descriminação e violência social. Portanto, é urgente a análise e superação dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.

A priori, é de suma importância entender o comportamento que leva á ocorrência do capacitismo. Tal como a corponormatividade e a hierarquização corporal, as quais históricamente impõe padrões e regras corporais. Exemplificando, na obra de Machado de Assis “Memórias Póstumas de Bás Cubas”, o protagonista demonstra fala capacitista ao se referir a uma jovem moça com a passagem “ela era coxa”, sendo esse um empecilho para o relacionamento entre eles. Ou seja, é notável a percepção social de que pessoas deficientes são incapazes de se relacionar, conviver normalmente e ocupar espaços.

Destarte, portadores de deficiência físicas e mentais sofrem diversas dificuldades no mercado de trabalho, mobilidade e acesso à educação e cultura, sendo vítimas da falta de acessibilidade e oportunidades. Contudo, a fim de promover conhecimento, a Organização Não Governamental “Inclusive” realizou uma campanha nas redes sociais denominada “É capacitismo quando”, reunindo relatos e conteúdo educativo sobre o assunto, com o intuíto de dar voz à essas pessoas e informar sobre o problema em questão.

Por fim, levando em conta todos os aspectos analisados, fica notória a importância de se superar os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Logo, é papel do Ministério da Cidadania o desenvolvimento de leis e políticas públicas que incentivem a inclusão de deficientes no mercado de trabalho, forneça acessibilidade no ensino público, mobilidade e espaços culturais. Além disso, cabe aos grandes veículos de comunicação, na televisão e internet, promover campanhas informando sobre o capacitismo e quebrando as concepções de padrões corporais impostas socialmente. Assim sendo, os indivíduos portadores de deficiência terão melhor qualidade de vida, como preza o Artigo V da Constituição Federal Brasileira.