Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O “Mito da Caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade não é muito diferente no que diz respeito aos desafios enfrentados para o combate ao capacitismo no Brasil, visto que muitos indivíduos ainda são negligentes acerca da presença desse problema na sociedade. Logo, percebe-se o estabelecimento de um sério problema em virtude do preconceito atrelado ao legado histórico e da falta de empatia da população.
Sob essa perspectiva, é preciso atentar para um dos desafios para o combate ao capacitismo, as raízes históricas. Durante o século XX, na Alemanha nazista, pessoas com deficiência eram perseguidas e mortas por serem consideradas diferentes daqueles que se auto denominavam ser da “raça ariana”, a raça pura. Contudo, infelizmente, observa-se que o preconceito enraizado continua presente na realidade brasileira, na qual os deficientes físicos ainda são considerados incapazes e inferiores em relação as pessoas “normais” (sem deficiência) e, automaticamente, excluídos do corpo social. Com isso, esse pré-julgamento historicamente construído fortalece o aumento da problemática no território brasileiro.
Ademais, nota-se também que a falta de empatia prorroga a problemática. No filme “extraordinário”, é retratado uma série de discriminação que o protagonista sofre de seus colegas de classe por conta da sua deformidade visual. Sob esse viés, o que ocorre na ficção perpetua na sociedade brasileira, uma vez que os indivíduos com deficiência continuam sendo discriminados e excluídos em todos os espaços da vida cotidiana em que estão inseridos e possuem poucos recursos de acessibilidade no ambiente escolar, por exemplo. Dado isso, medidas são necessárias para o combate do quadro negativo em que a sociedade se encontra..
Evidencia-se, portanto, a necessidade de intervenções com o fito de amenizar o problema. Para isso, as instituições escolares, em conjunto com os meios midiáticos - principal meio de informação e responsável por moldar a opinião do público -, desenvolvam projetos que visem informar a necessidade da inclusão de defiencientes na sociedade. Essa ação deve ser realizada por meio de propagandas televisivas, que ressaltem a realidade daqueles que são discriminados diariamente por conta de suas deformidades físicas, com o intuito de garantir a sua integração social e despertar a consciência populacional diante o fato retratado. Dessa maneira, os preconceitos atrelados às raízes históricas ficarão no passado e não irão mais transmitir de geração para geração.