Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A filósofa Hannah Arendt afirma que: “Quem habita este planeta não é o homem, mas os homens. A pluralidade é a Lei da Terra.” Nesse viés, é válido refletir sobre a questão do capacitismo no Brasil, pois o preconceito contra os deficientes é, ainda, muito praticado no país. Tal realidade se deve, especialmente, a falta de consciência da população, bem como ao despreparo dos governantes quanto à temática.
Nessa conjuntura, é importante frisar que grande parte da população, até por uma cultura preconceituosa enraizada, comete “bullying” e menosprezam indivíduos com deficiências múltiplas, seja visual, auditiva, física ou mental. Isso ocorre, por vezes, com as minorias, como aconteceu no Brasil colônia com os índios e os negros, ou seja, os “diferentes” da população em massa. Há uma enorme falta de consciência da comunidade ao se referir a tal classe como inválida ou incapaz. Há um menosprezo quanto à dignidade desses indivíduos ao considerá-los anormais.
Adicionalmente, os governantes brasileiros lidam com a temática com descaso. Não têm, por vezes, preparo suficiente para apoiar as vítimas que, por sua vez, são marginalizadas da sociedade. Outrossim, a falta de fiscalização de leis por parte do governo, como a Lei Brasileira de Inclusão(LBI), que atesta como crime o preconceito contra os deficientes, corrobora para que o problema se propague.
Na tentativa de mitigar tal problemática, cabe, portanto ao Governo Federal criar ações de esclarecimento da população, por meio de programas em televisão, rádio e jornais, contando com profissionais da área do direito e da saúde, que abordem a temática, demonstrando as Leis em vigor, bem como os malefícios que o preconceito pode causar na vida dos cidadãos a médio e longo prazo. Além disso, os governantes precisam se inteirar mais profundamente sobre a inclusão dos deficientes na sociedade, de forma a colaborar com a criação e a fiscalização de leis para esse público, de forma a combater veementemente o capacitismo no país. Desse modo, a pluralidade se tornará, enfim, realidade no Brasil.