Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, tem como um de seus objetivos fundamentais a promoção do bem de todos contra quaisquer tipos de preconceitos e quaisquer formas de descriminação. Contudo, os desafios para o combate do capacitismo no Brasil revela uma indiligência da sociedade e do Estado perante essa matriz constitucional. Nesse sentido, convém analisarmos os fatores que favorecem esse cenário.
A princípio, o desconhecimento sobre os casos de descriminação contra as pessoas com deficiência corroboram para que a visão capacitista seja invisibilizada na sociedade brasileira. Sob essa ótica, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que 6,7% da população possui algum tipo de limitação, seja ela física ou cognitiva, o que expressa a necessidade da atenção governamental para esse público. Portanto, é evidente a importância de se debater sobre o capacitismo no Brasil.
Ademais, faz-se mister salientar que o capacitismo na sociedade parte do conceito de corponormatividade, ideia de que existe um padrão corporal perfeito e que apenas as pessoas enquadradas nesta categoria são normais. Nesse sentido, temos o contraste entre a sociedade vigente e as primeiras civilizações ocidentais, onde especificamente em Esparta, ao serem identificados com alguma diferença física as crianças eram imediatamente sacrificadas por não possuirem o padrão de corpo belo e perfeito que os gregos conceituaram.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter o capacistimo no Brasil. Para isso, o Ministério da Cidadania, em parceria com as ONG’s devem investir em debates, por meio das mídias sociais, que promovam a informação sobre a existência desse tipo de preconceito e a importância de se combater visões padronizadas na sociedade. Dessa forma, será possível garantir que essa parcela da população alcance a integridade. Só assim seremos uma sociedade que promove, de fato, a inclusão social de todos.