Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Em meados do século XX existia uma atração denominada de “Circo dos Horrores”. Sua nomenclatura se devia ao fato de existirem pessoas, e até mesmo animais, com diferenças do considerado padrão hegemônico. Hodiernamente, ainda é perceptível uma exclusão social às pessoas portadoras de alguma deficiência, e ato como o da atração supracitada, poderia ser considerado capacitista, que provém da ideia de discriminação aos deficientes. Com isso, notam-se problemas ligados aos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, tendo em vista o preconceito e a falta de infraestrutura.
Em primeira análise, é válido salientar que a falta de inclusão social se deve ao preconceito enraizado na sociedade. Segundo a filósofa Hannah Arendt, quando determinada atitude ocorre constantemente, as pessoas deixam de vê-la como algo errado. De maneira elucidativa, tal conjuntura evidencia que o preconceito passou a ser algo comum, deixando de ser um problema, haja vista que, muitas vezes, ações capacitistas são tratadas como brincadeiras, não levando em conta a ofensa por trás, tendo potencial para se tornar bullying, e consequentemente, acarretando à exclusão dessa pessoa em um ambiente social.
Outrossim, destaca-se a falta de infraestrutura para pessoas com deficiência. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o acesso igualitário a todos é um direito enquanto cidadão brasileiro. Nesse sentido, subentende-se que o direito enquanto cidadão não tem sua eficácia na realidade, tendo em vista que muitas escolas, lojas, restaurantes, entre outros, não possuem as adaptações necessárias para se receber uma pessoa portadora de alguma deficiência, fazendo se assim necessário uma mudança nesse cenário atual.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar tal problemática. Diante do exposto, faz-se necessário que as Instituições Escolares providenciem palestras dentro das salas de aula, com a intenção de educar crianças e jovens para não se tornarem capacitistas. Ademais, que o Governo Federal promova a construção de infraestrutura dentro de espaços que visem atendimento ao público, como rampas, com a intenção de que qualquer local tenha capacidade de receber pessoas com deficiência. Desse modo, espera-se que o dito na Constituição Federal se torne uma realidade.