Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Em Esparta, as crianças com deficiência física ou mental eram consideradas inválidas e acabavam sendo mortas. Ao longo dos séculos, diversos direitos foram adquiridos pelas pessoas com deficiência e atitudes, como a mencionada, são repudiadas atualmente. Entretanto, apesar dos avanços, o capacitismo, que é a discriminação ou violência contra deficientes, ainda apresenta desafios para seu efetivo combate. Dessa forma,a falta de debates sobre o tema e a influência midiática podem ser consideradas fatores que impulsionam esse problema. Logo, é necessária a análise dessas questões para que soluções cabíveis sejam executadas.

Diante disso, é importante compreender o silenciamento dessa temática por parte da sociedade. Segundo o filósofo Jurgen Habermas, a ação comunicativa abre um espaço crítico para o entendimento humano. Com base nisso, é possível evidenciar a necessidade de debates acerca do capacitismo, nas mais variadas áreas do corpo social, a fim de aumentar o conhecimento sobre a questão e, assim, diminuir as concepções preconceituosas enraizadas no decorrer da história. Desse modo, é fundamental a adoção de medidas que proporcionem um maior engajamento social nas causas dos deficientes, garantindo a eles acessibilidade e inclusão.

Ademais, cabe pontuar também o papel influenciador da mídia como pilar dessa problemática. Isso ocorre em razão da grande participação midiática na formação de opinião da maioria dos indivíduos, como salientam os filósofos da Escola de Frankfurt. Sendo assim, a representação da parcela populacional que possui algum tipo de deficiência, em filmes, séries ou telenovelas, atua diretamente na criação de estigmas relacionados à imagem dessa minoria.Consequentemente, os papéis de atuação, que limitam-se a retratar os deficientes como presonagens engraçados, deprimentes e incapacitados, auxiliam na perpetuação do capacitismo.

Portanto, faz-se imprescindível a mudança dessa insatisfatória conjuntura. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar a discussão sobre o capacitismo no ambiente escolar, por meio de palestras com especialistas da área e atividades pedagógicas, principalmente nas aulas de sociologia, com o objetivo de promover a quebra de estereótipos, aumentando a inclusão social. Além disso, os recursos midiáticos, como a televisão e o cinema, precisam ampliar a representatividade das pessoas com deficiência em suas obras, mediante a atuação desses indivíduos em papéis de destaques e protagonismo. Tudo isso carece ser feito com o intuito de ajudar da transformação da mentalidade capacitista.