Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

No filme “Extraordinário”, é retratado os problemas sociais de uma criança em decorrência de sua deformação facial. Nesse contexto, nota-se que a ficção não difere da realidade, uma vez que, pessoas com deficiência sofrem preconceito da sociedade. Diante disso, a fim de garantir a igualdade social, torna-se necessário a discussão de dois aspectos: ausência de políticas educacionais e negligências governamentais.

Em primeiro lugar, é evidente que a falta de políticas educacionais corrobora para o aumento de atos discriminatórios contra pessoas portadoras de deficiência. Nesse âmbito, de acordo com o filósofo Rousseau: “O homem é produto do meio”. Dessa forma, por não possuir conhecimento básico acerca da incapacidade pessoal, o homem tende a definir-se como superior. Logo, questões sociais, como hierarquização da comunidade, são postas como problemas advindos do capacitismo.

Por conseguinte, constata-se que o pensamento da socióloga Hannah Arendt faz-se presente. Segundo ela: “A essência dos Direitos Humanos é o direito de ter direitos”. Análogo a esse fato, nota-se que o Poder Público ausenta-se em garantir o direito à igualdade estabelecido pela Constituição Federal. Como prova de tal ato, têm-se os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), os quais afirmam que mais de 20% dos brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, porém, o governo federal não consegue coibir os atos discrimatórios que perpetuam na sociedade, afinal, leis que discriminam tal ato são ineficazes.

Portanto, é fundamental que atitudes sejam tomadas para superar a questão do capacitismo no Brasil. Assim, concerne ao Ministério da Educação, por meio de emendas constitucionais, criar políticas públicas de reeducação populacional, as quais visem mudar o aspecto da sociedade diante dos portadores de deficiência. Tal política deverá ser feita por meio de comerciais nos principais meios de comunicação e retratar a ausência de desigualdades. Por fim, de maneira gradativa, o conceito hierarquizado da sociedade será extinguido e tal problema será suplantado.