Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Durante a segunda guerra mundial, Hitler propagou a discriminação em prol da superioridade alemã como a necessidade de extinguir os considerados “doentes incuráveis”, ou seja pessoas que possuiam alguma deficiência. Contudo, esse conceito perpertua de forma intrínseca até hoje, pois não há inclusão efetivada para esse grupo social, tendo em vista que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Georafia e Estátisca), cerca de 45,5 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de preconceito em relação a sua capacidade. Dessa forma, a negligência estatal em detrimento da falta de consciência social são prerrogativas a serem solucionadas.

A princípio, é necessário evidenciar que,em 2016, foi promulado o Estatuto da Pessoa com Deficiência que busca alcançar a acessibilidade completa da pessoa, mas foi algo que ficou apenas no papel, tendo em vista que milhares de pessoas não conseguem se inserir no mercado de trabalho, pois são ínfimas as vagas disponibilizadas ou ainda não é possível estudar nas escolas, porque as mesmas não são preparadas para recebê-las.Sobe esse viés, Durkheim afirma que a sociedade é um corpo biológico onde as partes devem interagir para que haja coesão social. Tal fato se perpetua, haja vista que os políticos não investem em políticas publicas de ampliação à acessibilidade mesmo sendo algo assegurado pela Constituição Federal.

Mormente, vale ressaltar que a falta de cidadania é um fator importante diante dessa questão, já que a discriminação ocorre com muita frequência nos espaços públicos,principalmente no ensino escolar, como o “Bullying”.Nesse quesito,a série “Atypical” disponibilizada pela Netflix, relata de forma real o capacitismo vivenciado por um jovem que possui autismo e as adaptações que ele e sua familia precisaram desenvolver para lidas com essas situações.Dessa maneira, para  o sociólogo Heigel, ‘‘o homem é profundamente moldado pela sociedade e pelo momento histórico em que vive. Sendo assim, a assiduidade da discriminação corroboram com a antidemocracia e possíveis danos psicológicos.

Infere-se, portanto, a necessidade de engajamento social a fim de reverter esse panorama. Sendo assim, é crucial que o Poder Legislativo promova a acessibilidade aos deficientes, com a criação de uma lei que amplie a infratestrutura das cidades e nas escolas adequando-a as necessidades de todos, como também é imperioso que em consonância com  o Ministério do Trabalho, possam democratizar o acesso ao emprego. Também, é preciso que o Ministério da Educação possaa impelir um corpo docente qualificado, bem como garantir a socialização de todos os alunos e pais de forma sistemática e lúdica, por meio de palestras e oficinas dinâmicas. Ainda, imprescíndivel que o Governo Federal como orgão disseminador da mídia, provoque o despertar crítico da sociedade através de propagandas publicitárias. Assim, com a articulação dessa pluralidade espera-se que haja mudanças significativas.