Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, no que se refere à questão do preconceito com pessoas com deficiência (capacitismo), ainda há obstáculos que precisam ser combatidos. Nesse contexto, em razão do legado histórico e da falta de conhecimento, emerge um problema complexo.

Diante desse cenário, convém destacar que a discriminação internalizada no imaginário coletivo apresenta raízes históricas. De acordo com o site “Uol”, pessoas com deficiência (PCD) eram usadas como instrumento de diversão em circos do século XIX,. Sob essa ótica, percebe-se que a crueldade humana na falta de empatia para com indivíduos com características físicas e/ou psicológicas diferentes, se tornou solo fértil para o surgimento de preconceitos, de bullying e de exclusão social. Assim, medidas para a superação de tais crenças obscuras são essenciais para a integração correta dessa parcela da sociedade.

Além disso, outra causa para a consolidação da problemática é a falta de conhecimento disseminado sobre PCDs. Nesse sentido, Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entedimento a respeito do mundo. Dessa forma, enxerga-se que situações em que se presencia capacitismo se originam da ignorância orgânica de pessoas com padrões corporais ditos hegemônicos devido à ausência da troca de saberes e de percepções de PCDs sobre suas vidas, gerando discriminações que, geralmente, agridem psicologicamente e/ou fisicamente esse grupo social. Desse modo, vê-se que meios para o enfrentamento dessas injustiças são vitais para o convívio harmônico da sociedade brasileira de forma integral.

Logo, fica evidente que uma intervenção para dizimar os efeitos do capacitismo faz-se necessária. Portanto, urge ao Governo Federal, aliado a redes de televisão, criar campanhas que esclareçam à população sobre o convivência com PCDs no cotidiano, por meio da veiculação televisionada em formato de anúncios, a fim de conscientizar a pátria mostrando os benefícios de erradicar as práticas capacitistas. Tal ação contará com a participação de atores com deficiência famosos para impulsionar o alcance de público e, ao mesmo tempo, tornar fidedigna a representação das pessoas com diferenças corporais e/ou mentais. Feito isso, será possível alcançar o Brasil tão sonhado pelo personagem de Lima Barreto.