Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
No livro ´´ O Corcunda de Notre Dame´´, de Victor Hugo, Quasímodo é abandonado em uma Igreja por possuir uma deficiência física. Na Antiguidade, o abandono de crianças com deficiência era corriqueiro e admitido pela sociedade. Na Atualidade, indivíduos com necessidades especiais, conquistaram mais espaço e direitos, mas ainda lutam contra uma sociedade capacitista, que lhes julgam como incapazes de plena inserção na tarefas cotidianas, tal mentalidade é por vezes corroborada pela falta de informação, associada com poucas políticas de acessibilidade.
Primeiramente, as frases capacitistas estão impregnados na sociedade, e por vezes, nem é percebido, como quando se zomba de alguém o chamando de autista, ou a frase ´´ fingir demência´´, estes tipos de atitude ocorrem diariamente e favorece o capacitismo no Brasil. A criadora de conteúdo digital, Mariana, do canal ´´ Vai uma mãozinha aí´´, não possui o antebraço, e em vídeos, conta como essas frases capacitistas são comuns no seu dia a dia. O fato de um cidadão possuir uma limitação, não o define como incapaz de ser independente e ter autonomia, mas essa parece ser a visão que a população possui, demonstrando que a falta de informação contribui para moldar uma população preconceituosa e segregadora.
Ademais, a ineficiência da acessibilidade no país voltada para todos os setores da sociedade, ratifica esse porcesso segregacionista, pois pessoas com deficiência não precisam apenas de mobilidade urbana, precisam também de inserção no meio educacional, e cultural. A lei brasileira de inclusão, de 2015, sanciona que todos os brasileiros têm direito de acesso a cultura, como cinemas e teatros. Em 2021, entra em vigor a Lei da ANCINE ( Agência Nacional do Cinema), em que os cinemas do Brasil, devem possuir maior acessibilidade para deficientes visuais e auditivos, porém essas modificações são em demasiado onerosas, o pode vim a excluir as regiões menos desenvolvidades, como os Estados da região Norte.
Diante do exposto, nota-se a necessidade do Ministério da Educação em conjunto com as escolas, tornar Libras e braille matérias obrigatórias, a partir do ensino fundamental, dessa forma, por meio da educação haverá a longo prazo, a maior inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Outrossim, é preciso que a Secretária Especial da Cultura, financie a audiodescrição nos cinemas, para que mesmo os espaço de menor desenvolvimento, possuam essa acessibilidade.