Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O filme, “A teoria de tudo’’, baseado em fatos reais, retrata a vida do grande físico Stephen Hawking, e como ele conseguiu contornar o preconceito, por sofrer de uma síndrome que paralisou seus nervos, com seu brilhante trabalho no ramo da astrofísica. Infelizmente, assim como no drama, na vida real, um portador de deficiência precisa criar algo extraordinário para obter o mínimo de respeito, o que caracteriza o capacitismo. Em outras palavras, capacitismo é o preconceito enraizado da sociedade com pessoas deficiêntes. Isso ocorre não só pelo descaso das esferas governamentais, mas também pela indiferença individual de cada cidadão. Diante disso, é imprescindível o debate sobre as mazelas da problemática, com o intuito de combatê-las.
Em primeira análise, o panorama supracitado é agravado pela inação dos governantes brasileiros. Segundo o filósofo contratualista John Locke, é dever do Estado promover o bem comum, bem como, extinguir os entraves presentes na sociedade. Nesse viés, pelo fato de não haver projetos eficiêntes que inclua, e que ajude pessoas com carência de saúde a se inserirem no meio social, a sociedade continua vendo estes indivíduos a marginalizados, o que gera mais preconceito. Desse modo, a ausência do governo no embate ao problema representa a perpetuação deste trágico cenário.
Ademais, o embrólio necessita da participação de todos, porém, no Brasil odierno, as pessoas se encontram passivas diante ao absurdo do preconceito com portadores de deficiência. Conforme postulado pela filósofa francesa, Simone Beauvoir, ‘‘o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. Nesse ínterim, a frase da filósofa se encaixa perfeitamente na realidade do capacitismo, uma vez que, é visível que o preconceito impera sobre aqueles que são chamados de incapazes, no entanto, nada se faz para mudar. Dessa maneira, é necessario que o cidadão se torne mais ativo no combate a esta trágica realidade.
Depreende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas visando mitigar o capacitismo. Para tanto, é imperioso que o Poder Executivo, crie uma secretaria para pessoas especiais, a qual ficará responsável por integrar deficientes no mercado de trabalho, por meio de cursos técnicos que trasmitam a experiência necessária para desempenhar as mais diversas profissões. Assim, pessoas com deficiência será cada vez mais comum no cotidiano. Por conseguinte, muitas pessoas perceberão que trata-se de um ser humano que merece ser tratado cordialmente. Paralelamente, tal secretaria deve, em parceria com os veículos midiáticos(facebook e instagram), realizar campanhas que encorajam a todos a ter um papel de protagonista frente ao embrólio. Seguindo tais diretrizes, pessoas especias não precisarão desvendar a origem do universo para serem tratados com respeito.