Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

O filme “extraodinário” retrata a história de um garoto que possui deformações faciais decorrente de uma síndrome desenvolvida na sua formação. Ao completar dez anos, começou a frequentar a escola e teve que lidar com julgamentos, os quais ele não seria capaz de conviver socialmente como uma criança normal devido à sua deficiência. Nesse sentido, infelizmente, essa situação não se limita às telas dos cinemas e é um desafio a ser combatido para o fim do capacitismo no Brasil.

Em primeiro lugar, o preconceito derivado do capacitismo cria barreiras sociais que impedem a inclusão plena dos deficientes. De acordo com o filósofo São Tomás de Aquino: “todos os cidadãos têm o mesmo valor, assim como os mesmos direitos e deveres”. Contextualizando, se ratifica a necessidade de pôr fim aos padrões preconceituosos da sociedade contemporânea para que qualquer pessoa seja valorizada como cidadão.

Além disso, vale lembrar que o capacitismo também pode afetar o psicológico de um deficiente pela violência simbólica que, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, é qualquer tipo de agressão, não necessariamente física ou verbal, que gera um traumatização a pessoas de um grupo minoritário, como os deficientes. Logo, o capacitismo influencia negativamente numa sociedade de conexões crescentes no mundo globalizado.

Portanto, é de suma importância que o Estado, junto aos influenciadores digitais, como o Felipe Neto, desenvolvam e compartilhem propagandas conscientizadoras na internet, para que se crie um conhecimento geral dos problemas causados pelo capacitismo, facilitando a integração e diminuindo o preconceito e a violência às pessoas com deficiência. Desta forma,  todo cidadão poderá gozar de seus direitos numa sociedade democrática.