Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A constituição federal de 1988- documento base da sociedade brasileira- coloca a vida plena e a igualdade como direito de todo cidadão. Entretando, quando casos de capacitismo (discriminação ou violência contra pessoas com deficiência física ou mental) são registrados, percebe- se que muitos não desfrutam plenamente desse direito. Os rastros deixados pelas gerações passadas (seletivas e intolerantes) fazem com que a descriminação permaneça na sociedade, até mesmo no ambiente escolar.

Governos extremistas do passado, deixam marcas de preconceito e descriminação até os dias de hoje. O nazismo, por exemplo, foi marcado por uma tentativa de “higienização social” onde as pessoas com quaisquer tipos de deficiência eram passadas por uma avaliação médica e a grande maioria, assassinada, por serem consideradas “vidas que não valiam a pena ser vividas”. E mesmo que, com o tempo esses governos tenham sido reprimidos e leis de igualdade tenham sido implantadas, resquícios de descriminação ainda perduram em nossa sociedade.

Nota-se que, até mesmo no ambiente escolar, o qual deveria ser marcado pela pureza e inocência das crianças, casos de capacitismo e descriminação vem ocorrendo. O filme Extraordinário, lançado em 2017, mostra, de forma clara, essa realidade. A obra cinematográfica em questão, apresenta um garoto que por ser submetido à diversas cirurgias e  ter seu rosto deformado, é sempre olhado de forma estranha pelo colegas de classe e tido como incapaz de realizar atividades comum para sua idade. Situação essa, motivada pela falta de conscientização.

Portanto, depreende-se que para atingirmos uma sociedade veraz-mente igualitária, medidas são necessárias. O Governo Federal, junto ao MEC, deve promover campanhas escolares capazes de enfraquecer essas ideologias eugênicas, evitando que as novas gerações mantenham conceitos como estes. Afinal, “todo preconceito é fruto da burrice e para combate-lo, qualquer coisa é válida”, parafraseando Paulo Autran.