Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Uma luta por inclusão
Conhecida como Pequena Lô, uma das jovens mais famosas do aplicativo de mídia TikTok possuí uma síndrome desconhecida associada a displasia óssea. Em entrevista para o jornal Extra, a humorista demonstrou gratidão pelo reconhecimento do seu trabalho com seus vídeos de comédia. Mesmo sendo caracterizado como um pequeno progresso, é essencial o entendimento de que esse cenário não é comum para pessoas com deficiência.Tratados como inferiores, os indivíduos que passam por essa situação precisam enfrentar frequentemente as ideias de incapacidade e doença atribuídas à eles.
Primeiramente, é importante ressaltar que pessoas com deficiência são 24% da população brasileira, ou seja, aproximadamente 46 milhões de habitantes. Em contrapartida, o Censo de 2010 evidenciou que 55% desse segmento social não consegue entrar no mercado de trabalho. A afirmativa anterior se baseia no fato da sociedade alegar constantemente que essa parcela da população é incapaz e ineficiente para realizar tarefas cotidianas.
Além disso, a terminologia para se referir a comunidade em questão passou por diversas alterações. Ainda no início do século XX, os vocábulos mais comuns eram incapazes, inválidos ou incapacitados. Já na constituição federal, os nomes que apareciam eram Portadores de necessidades especiais (PNE) ou Pessoas Portadoras de Deficiência (PPD). A partir disso, as discussões contra o capacitismo revelaram que os termos anteriores sustentavam erroneamente a visão de enfermidade, na qual exige uma cura, e anormalidade. Finalmente, percebe-se que a reformulação tardia do decreto de 2009, no qual declarava o termo apropriado como Pessoas com deficiência (PcD), auxiliou na perpetuação da distorção anteriormente apresentada.
Portanto, de acordo com os fatos apresentados, evidencia-se a necessidade de propostas estratégicas para sanar essa problemática. Sendo assim, cabe à Secretára Especial da Cultura promover campanhas publicitárias abordando os mais variados tipos de deficiências e suas particularidades. Essa iniciativa seria executada por meio de curta-metragens com exibições em anúncios digitais, intervalos de programas de televisão e rádio, com o elenco promovido por PcDs. Dessa forma, será possível tanto a conscientização em massa para a desmistificação da questão abordada, quanto uma empregabilidade maior de pessoas talentosas e capazes como o exemplo da Digital Influencer Pequena Lô.