Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

O filme “O homem elefante” de 1980, acompanha a difícil vida de John Merrick, uma pessoa que foi, por boa parte da vida, marginalizada por ter uma deformidade física. O filme foi baseado em fatos reais, e comportamentos preconceituosos para com pessoas deficientes infelizmente perduram até hoje no Brasil. Dessa forma, a aceitação do diferente ainda encontra desafios devido ao fato do assunto ser tratado como um tabu até mesmo dentro de casa e à errônia ideia de que o “normal” seria ter todas as capacidades.

Em primeira análise, é relevante observar que, de acordo com o sociólogo Durkheim, a família é a primeira instituição social do indivíduo, na qual são ensinados os primeiros valores. Assim, sem a discussão do capacitismo em casa, as criança poderá não saber se portar respeitosamente diante de pessoas com deficiências. Isso pode gerar sérias situações de capacitismo, como a experenciada pelo personagem August, no livro Extraordinário, na qual o menino é vítima de preconceito por outras crianças por conta de sua deformidade facial.

Além disso, foi estabelecido um padrão pela sociedade, no qual qualquer um que não possua todas as capacidades não é considerado “normal”. Essa concepção é extremamente problemática, uma vez que segrega pessoas que não se encaixam nessa descrição. Isso era muito ocmum na Antiguidade Clássica, quando bebês que apresentavam alguma deficiência era jogados de um penhasco, ou nos antigos “shows de aberrações”, nos quais deficientes eram expostos como animais em um zoológico. Entretanto, essas são situações passadas, e que não possuem espaço em uma sociedade moderna.

Em suma, percebe-se a necessidade de combater essa problemática. É dever do Ministério da Educação (MEC), ampliar a conscientização das pessoas desde a infância, atuando nas escolas através de palestras que mostrem a importância do respeito a todos, em especial ao diferente, com o intuito de normalizar a ideia de que não existe um “normal” e quebrar o tabu existente sobre o assunto, evitando que situações como as ocorridas com John Merrick ou August, citados anteriormente, continuem ocorrendo. Somente assim, com medidas que prezam o respeito à diversidade, o Brasil poderá ser um país igualitário e livre de atitudes capacitistas