Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o capacitismo em questão no Brasil conta com sérios desafios para ser combatido. Esse cenário antagônico é fruto tanto da insuficiência do Poder Público, quanto da falta de conhecimento da população brasileira. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.

A princípio, é evidente que o Poder Público Público falha ao cumprir seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a persistência dos desafios para o combate do capacitismo no Brasil. Nessa perspectiva, a Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê em seu artigo 5°, que todos devem ser considerados iguais perante a lei. No entanto, tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que na realidade as pessoas com algum tipo de deficiência têm muito mais dificuldade para se inserir no mercado de trabalho, já que não são todas as empresas que destinam parte das oportunidades de emprego para candidatos com alguma limitação física. Sendo assim, o poder público é insuficiente, pois, não garante a aplicação da lei do modo que foi prevista na Constituição Federal.

Além disso, outra causa que age como impulsionadora do problema é falta de conhecimento da população a respeito das pessoas com defiência. Nesse sentido, o filme “Extraordinário”, conta a história de um menino que nasceu com uma deficiência, que afeta na sua aparência e quando ele começa a ir para a escola, alguns de seus colegas se distanciam dele, mas, depois de o conhecê-lo melhor, acabam se aproximando dele e vendo o quanto ele é incrível. Assim, muitos indivíduos, por não terem conhecimento sobre as capacidades e limitações de muitos deficientes acabam os inferiorizando.

Portanto, as medidas necessárias devem ser necessárias com urgência para intervir nessa problemática. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, orgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, devem criar campanhas de concientização a respeito do capacitismo e divulgar na internet, nas escolas e nos postos de saúde, para que por meio dessas campanhas, como pessoas entendam, que o fato de um indivíduo ser deficiente, não significa que ele não seja capaz de realizar tarefas. Medidas essas, que se implementadas no presente, resultaram em um futuro melhor para toda população, além de alcançar um modelo de sociedade mais próximo do descrito na Utopia de More.