Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Lei Brasileira de Inclusão, que entrou em vigor a partir de 2016, tem como função buscar a acessibilidade em todos os espaços para pessoas portadoras de deficiência, e punir quem não cumpri-la. Entretanto, é sabido que vivemos em uma sociedade preconceituosa, a qual exclui pessoas que estão fora do padrão social. Para extinguir esse comportamento é necessário debater sobre o bullying e comportamentos capacitistas.

A priori, o principal formador de conduta do ser humano é a educação, sendo através da escola os primeiros contatos sociais de uma pessoa. O filme “Extraordinário” debate o bullying de forma sucinta, em que o personagem principal, um garoto de 10 anos, possui uma deformidade facial e precisa lidar com a discriminação no âmbito escolar. A obra cinematográfica evidencia a necessidade do apoio familiar na vida dos portadores de deficiência e o quanto o preconceito pode ser cruel, podendo acarretar em problemas psicológicos, já que afeta na autoestima.

Posteriori, a “Eugenia” foi uma teoria criada no século XIX, a qual ditava que pessoas perfeitas não nasciam com nenhum tipo de deformidade, e apenas estas poderiam procriar. Com o passar dos anos, esse tipo de pensamento foi abortado da sociedade, mas as suas sequelas ficaram. É comum notar comportamentos capacitistas, principalmente no diálogo social, em que chamar as pessoas de surda, cega ou aleijada é tido como ofensa. É necessário desconstruir o pensamento de que uma pessoa bela não tem nenhum tipo de transtorno, e é de suma importância eliminar falas e comportamentos excludentes, assim a sociedade será menos tóxica.

Portanto, o Ministério da Educação deve exigir que as escolas abordem temas como o bullying e o capacitismo através de palestras e debates, a fim de que os jovens tornem-se adultos livres de estereótipos. O Ministério da Justiça deve garantir apoio e acessibilidade executando e cumprindo a Lei Brasileira de Inclusão, para garantir integração a todos os grupos de deficiência, e punição para quem os excluírem.