Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Segundo o artigo 5 da Carta Magna de 1988  todos são iguais perante a lei, independetemente de qualquer condição, manifestação ou etnia. Todavia, no que tange a existência do capacitismo na hodiernidade brasileira, vê-se um rompimento desse ideal, uma vez que constamente há uma submestimação da capacidade dos deficientes. Desse modo, convém compreender como raízes históricas e a falta de elucidação civil formam esse quadro.

Em primeiro plano, é indubitável que a problemática advém de uma herança cultural. Durante o Período Colonial, no século XVIII, difundiu-se um padrão social, marcado pela estética branca, e apta fisicamente, o que colocava qualquer um fora desse modelo, como anormal e miserável, em que deficientes recebiam títulos, como “aleijados”. Diante disso, é notório que apesar de vários séculos terem passado, esse estereótipo ainda é incorporado por vários brasileiros, pois as pessoas com deficiência são julgadas por sua condição, seja por serem consideradas incapazes de realizar determinadas ações, seja por serem vistas sempre com olhar de comoção. Prova disso, são dados do portal Agência Brasil, os quais relatam que apenas 1% dos milhões de deficientes estão no meio laboral, o que evidencia um quadro extramamente preconceituoso e prejudicial quanto as oportunidades para essa classe.

Ademais, a carência de instrução da sociedade acerca do capacitismo torna difícil seu combate. Conforme, Sêneca, filósofo romano, a educação deve ser priorizada em uma sociedade, pois influi por toda a vida. Nesse sentido, percebe-se que a falta de debate e elucidação não só quanto a definição, como também quais expressões são consideradas capacitas, faz com que esse tipo de discriminação aconteça constatemente, já que sem o correto ensino e correção, os indivíduos continuarão a prática, em parte desconhecendo os efeitos dela. Dessarte, é vital reverter isso, para que se alcance o princípio de isonomia estabelecido legalmente.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações que revertam esse impasse brasileiro. Sob essa ótica, a Mídia deve mudar estereótipos difundidos acerca dos deficientes, mediante a criação de publicidades e novelas com inclusão do deficiente, relativas a retratar a representatividade e a descontruçãod e preconceitos quanto a sua condição, a fim de que haja mais oportunidades e respeito a eles. Outrossim, é mister que o Ministério da Educação elucide desde a infância sobre o capacitismo, mediante debates escolares, tetros e cartilhas que definam o que essa discrimanção, como ela ocorre e a necessidade de combatê-la. Para que, assim, o artigo constitucional de 1988 seja efetivado no país.