Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê, em um dos seus artigos, o direito à igualdade e à inclusão de pessoas com deficiência como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, o atual cenário do capacitismo no país impede que tal prerrogativa seja efetuada na prática. Diante disso, deve-se analisar quais motivos contribuem para a permanência da problemática no país.
Em primeira analíse, é importante destacar a falta de informações como uma das causas do problema. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, é fundamental que a escola trabalhe com os alunos sobre o capacitismo e seus impactos na vida do deficiente. Assim, fica claro que saber sobre a existência do problema é o primeiro passo para que ele seja resolvido.
Além disso, a escassez de oportunidades de emprego é outra adversidade que corrobora para o agravamento do quadro. Segundo o portal Folha Dirigida, no mercado formal, as pessoas com deficiência representam apenas 0,9% do total de carteiras assinadas, nunca passando de 1%. Dessa forma, pode-se perceber que apesar da Lei de Cotas garantir uma porcentagem mínima da contratação de PCDs, hodiernamente, o número permanece estagnado, tornando-se inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que o problema seja reduzido, urge que o Ministério da Educação promova, por meio de investimentos estatais, palestras ministradas por profissionais e deficientes para pais e filhos nas escolas. Ademais, cabe ao Governo Federal investir nas empresas para que elas capacitem melhor o local de trabalho e estejam dispostos a permitirem um maior número de contratações além do que se estipula a Lei de Cotas. Espera-se, com isso , que o direito previsto na Constituição saia do papel e efetue-se na prática.