Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Análogo à Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, da qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando seu percurso, o combate ao capacitismo é uma luta que persiste, intrinsecamente, na realidade brasileira. Sendo assim, ao invés de existirem forças que impulsionem a questão apresentada, educação parental inadequada e preconceito social são desafios para esse processo.

Diante desse cenário, cabe mensurar que os pais, enquanto responsáveis pela formação da criança, tornam-se grandes influências. Nesse contexto, segundo o sociólogo Émille Durkheim, a família é o primeiro setor de socialização, atribuindo valores, socialmente, aceitos. Dessa maneira, visões capacitistas representam uma conduta ensinada em âmbito familiar, o qual ensinou aos seus fiilhos noções de superioridade. Logo, faz-se necessária ações com quem criará essa geração futura.

Outrossim, uma intolerância social para com deficientes é um impasse ao combate ao capacitismo. Nesse sentido, desde o século XIX, em que eram usados ​​pessoas com deficiência para fins de humor em circos, criou-se uma sociedade acostumada ao preconceito com este grupo. Dessa forma, ao passar dos anos, ao contrário de mudanças no pensamento populacional, ocorreu um eclipe de consciência, termo dito pelo literário José Saramago, que sintetiza a falta de sensibilidade do sujeito perante os imbróglios enfrentados pelo próximo. Nesse sentido, é imprescindível mudanças na visão arcaica da sociedade contemporânea acerca de grupos deficientes.

Urge, portanto, a necessidade de medidas que que resolvam essa questão. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação, incluir debates educativos nas escolas, por meio de projetos bimestrais com pais e alunos, que trarão à tona a temática capacitismo e intolerância para com deficientes, a fim de interagir com os responsáveis e mostrar uma nova forma de pensar, evitando, assim, problemas a longo prazo. Ademais, ao Governo Federal - maior instância do Poder Executivo brasileiro -, cabe garantir um projeto audiovisual que será divulgado nas mídias sociais, com deficientes abordando o tema preconceito, com a finalidade de romper com a visão ultrapassada sobre esse grupo. Por conseguinte, a aplicação dessas novas mudanças irão atribuir forças em prol do combate ao capacitismo.