Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Na Idade Média, os indivíduos com deficiência física e/ou mental, constantemente, eram vistos como possuídores de espíritos maus. Naquela época, os medievais endentiam que o nascimento destas pessoas era um castigo divino, o que revela que eles eram considerados inferiores em relação aos demais cidadãos. Analogamente, atualmente, no Brasil, há o predomínio de um pensamento que inferioriza os deficientes, visto que há desafios no combate ao capacitismo no país. Sendo assim, a persitência dos padrões sociais e a falta de instrução familiar estão dentre os principais problemas ligados ao tema. Desse modo, são necessárias medidas que extingua este tipo de preconceito.
Inicialmente, destaca-se que as normas sociais ocasionam o capacitismo. De acordo com o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, os fatos sociais exercem força sobre os indivíduos e os levam a aderir as regras da sociedade em que vivem, por meio da coerção social. Igualmente, a coletividade brasileira aceita os padrões corporais e comportamentais, nos quais o corpo não pode ter limitações e o comportamento deve ser o mais agradável socialmente. Assim, por exemplo, um deficiente de uma perna pode se sentir mal no convívio coletivo por não ter o “corpo padrão”, bem como um autista, desprezado, devido ao fato de ser mais reservado e não conseguir ser extrovertido como os demais. Desse modo, o meio social padronizado desfavorece os deficientes ao fazê-los sentir inferiores.
Ademais, convém lembrar do descuido familiar às crianças acerca do tratamento aos deficientes. Nesse caso, pode-se dizer que meninos e meninas, frequentemente, não são ensinados sobre a necessidade de respeitar o próximo e, assim, algumas delas até praticam o “bullying” com colegas que possuem algum tipo de deficiência. Isso ocorre, sobretudo, por causa da ausência dos pais, pois eles não se atentam a vida de seus filhos e de suas relações interpessoais. Consoante o fiósofo Immanuel Kant, " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele", e isso se aplica a essa situação, já que, à medida que os menores não respeitam os seus colegas com deficiência, eles poderão se tornar adultos que compactuam com o capacitismo. Dessarte, é preciso intervir nesta causa.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve os desafios no combate ao capacitismo no Brasil. Para tanto, o Ministério dos Direitos Humanos deve realizar campanhas, por meio das redes sociais, que abordem o tema para conscientizar a população sobre como as normas socias prejudicam os deficientes - a fim de eliminar as desigualdades e garantir a eles bem-estar em qualquer situação. Além disso, o mesmo precisa instruir às famílias a ensinar as crianças a respeitar os colegas com deficiência - com o fito de extinguir preconceitos. Com tais ações, o capacitismo será eliminado e os deficientes serão respeitados, em contraste com o senso medieval.