Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Na novela “Maria do Bairro”, é retratada  a história de Alice, que após um acidente ficou incapacitada de andar, necessitando de uma cadeira de rodas. Nesse contexto, é narrado, também, a discriminação constante que a menina sofre por sua condição. Fora da ficção, é fato que a trama alude à questão dos desafios para o combate ao capacitismo , uma vez que a atitude preconceituosa é frequente no Brasil hodierno. Diante disso, o imbróglio é fomentado pela mentalidade discriminatória e a ineficiência legislativa.

Em primeira análise, é fato que que o preconceito enraizado está entre as causas do problema. Nessa perspectiva, o filósofo São Tómas de Aquino defende que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Porém, ao observar o cenário brasileiro no que concerne ao óbice do combate ao capacitismo, Vê-se que a conjuntura apresenta o oposto do que foi proposto pelo filósofo, o que traz consequências, por exemplo, a perpetuação do pensamento retrógrado de que deficientes são incapazes de viverem suas vidas normalmente, o que contribui para uma realidade nefasta e deletéria. Sendo assim, é inaceitável que em pleno século XXI, pessoas sejam discriminadas numa sociedade que se pauta pelo lema, “Ordem e Progresso”.

Ademais, verifica-se que a insuficiência de leis comporta-se como propulsor para a cristalização da problemática em questão. Sob esse viés, o filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. A respeito disso, constata-se que as leis não estão sendo suficientes para mitigar os impactos desse cenário deletério, o que dificulta na resolução do problema do combate ao capacitismo no Brasil. Logo, é inconstetável essa situação insalubre e degradante que fere os direitos previstos na Constituição Federal, documento que garante os direitos fundamentais do indivíduo, como o direito de não ser alvo de discriminações e preconceitos.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de mitigar os impactos desse problema urgentemente. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação- responsável pelas instituições de ensino- financiar palestras, por meio de uma ampla divulgação midiática pelos veículos de comunicação, como Internet e redes sociais, com o intuito de elucidar sobre os impactos do preconceito contra deficientes e a importância da luta contra o capacitismo no Brasil. Tal ação, pode, ainda, ser feita  para chamar atenção da esfera legislativa, monstrando a ineficácia das leis, resolvendo essa problemática. Dessa maneira, será possivel diminuir gradativamente casos como a de Alice.