Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Lorrane Silva, conhecida nas redes sociais como “Pequena Lô”, é portadora de uma síndrome rara que se caracteriza pela fragilidade óssea. Ela viralizou no “TikTok” e no “Instagram” através do seu conteúdo humorístico, tornando-se, assim, uma influenciadora digital. Entretanto, sob essa perspectiva, por causa da discriminação do capacitismo — desrespeito às pessoas com deficiência—, no Brasil, há cidadãos que, infelizmente, não são tratados de maneira correta e respeitosa, devido à ignorância popular acerca do assunto e à negligência estatal.

A princípio, segundo o escritor inglês William Hazlitt, o preconceito é o filho da ignorância. Tal frase aplica-se à realidade dos brasileiros com deficiência, os quais, por efeito de fatores históricos enraizados na sociedade, são discriminados pelo comportamento antiético popular, gerando hierarquias entre as pessoas, classificando como inferiores aquelas que não seguem o estereótipo de beleza ou de estrutura popular. Tal comportamento evidencia que, no Brasil, a ignorância e a falta de conhecimento por parte da sociedade, sobre o capacitismo, agrava o problema e dificulta o combate a esse malefício social.

Ademais, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos são iguais e devem ser respeitados independentemente de suas diferenças — sejam elas físicas, étnicas ou culturais. Porém, esse direito não é garantido às pessoas deficientes, visto que os locais públicos nacionais não têm infraestrutura adequada para os cidadãos portadores de deficiência. Por exemplo, as universidades públicas, as quais não atendem às necessidades desses indivíduos com as suas incompatibilidades estruturais e acadêmicas. Dessa maneira, evidencia-se que o Estado é negligente e não cumpre a sua função de garantir o bem-estar social, violando os direitos constitucionais.

Portanto, para combater esse problema nacional necessita-se de ações intervencionistas. Cabe ao Estado — instituição social responsável pelo bem-estar social— desenvolver projetos públicos educacionais, que, por meio de palestras e do apoio midiático, divulguem conhecimento e informação à população sobre essa discriminação e desrespeito, a fim de erradicar o capacitismo no Brasil, garantindo, desse modo, os devidos direitos das vítimas e cumprindo a função da instituição social.