Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Na franquia cinematográfica “Star Wars”, um dos personagens principais é Darth Vader, que tem deficiência. Ele perde suas pernas e tem o corpo queimado em uma luta. Apesar das dificuldades, ele recebe auxílios, passa por cirurgias, recebe próteses e, assim, consegue conquistar toda a galáxia. Analogamente fora da ficção, existem também vários desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, que é a discriminação de pessoas com deficiência. Esse cenário nefasto ocorre, tanto pela visão da sociedade em considerá-los, muitas vezes, “anormais”, quanto pela postura governamental e empresarial na falta de ajuda a esse público, o que reflete, assim, negativamente no êxito de muitos.
Em primeiro plano, portanto, deve-se normalizar a existência de pessoas com deficiência no Brasil. Segundo o IBGE, 24% da população declarou ter algum grau de dificuldade em enxergar, ouvir, caminhar, além dos que disseram ter deficiências mentais. Essa porcentagem demonstra uma considerável parte dos brasileiros pertecentes a esse grupo, tratado de maneira diferente. Segundo Hobbes, o ser humano é naturalmente mau e egoísta, os interesses próprios são a sua prioridade. Sob esse viés, a sociedade já considera alguém que não tem um braço, por exemplo, como inferior. Ou, tóxica como é, brinca com a aparência de outro e usa expressões capacitistas no cotidiano. Dessa forma, a autoestima desses que sofrem com o preconceito é abalada, fator esse contribuinte em tornar mais desafiadora a vida de alguém que, potencialmente, não precisaria passar por um entrave assim.
Ademais, o Governo e o ramo das empresas têm um caminho desfavorável na inclusão das pessoas que possuem deficiência. De acordo com Friedrich Engels, o Estado deve cuidar de seus filhos. Não é notável esse cuidado quanto às prefeituras, por exemplo, em que não é disponível, acessibilidade aos cadeirantes, por falta de rampas em alguns locais. Nessa ótica, há também aspectos que contribuem para a marginalização, como as escolas especiais, a falta de representatividade na mídia e no campo corporativo. O processo da inclusão vem com a naturalização desses corpos, colocar todos juntos. Isso é favorável, pois, em ambiente escolar, a criança já cresce com o colega que possui alguma limitação, as pessoas podem vê-los em filmes e conviver com essas pessoas no trabalho, assim, igualando-os.
Após essa análise, é mister que medidas são necessárias para diminuir os impactos do capacitismo em questão no Brasil. Urge que o Poder Legislativo, órgão responsável pela criação e aprovação de leis em benefício da população, crie cláusulas de obrigatoriedade, em relação a inclusão das pessoas com deficiência nas escolas e representatividade na mídia e empresas, por meio de inseri-las nos mesmos locais e contratá-las. O objetivo disso é que o país fique menos desigual e que esse público possa, como Darth Vader, ter os auxílios necessários para a conquista de seus objetivos.