Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Na Antiguidade, as pessoas que possuíam alguma deficiência eram vistas como pecadoras ou amaldiçoadas, o próprio povo hebreu, em muitas passagens bíblicas, praticavam o preconceito e a discriminação contra esses. No Brasil, a Constituição de 1988 garante diversos direitos aos deficientes, assim como condena as práticas discriminatórias. Porém, a carência de investimentos que ampliem a qualidade de vida dessas pessoas, a falta de empatia e a mentalidade ultrapassada que permeia a sociedade torna o combate ao capacitismo um desafio no país.
Nesse sentido, de acordo com o IBGE, cerca de 23% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, o que demonstra a importância de se combater o capacitismo e de se formar um sentimento de alteridade perante esses indivíduos. Entretanto, o que se nota no cenário atual é uma falta de empatia para com os deficientes, visto que pouco se tem investido na construção de infraestruturas que garantam melhor acessibilidade desses aos espaços públicos. Ademais, a maior parte da população se mantém indiferente diante do preconceito e da discriminação sofridos por essa minoria, não denunciando injustiças que são perceptíveis na sociedade.
Além disso, o processo histórico de formação da humanidade evidencia a mentalidade ultrapassada presente no homem contemporâneo que continua apontando e julgando as diferenças físicas, o que dificulta ainda mais a superação de preconceitos herdados dos séculos passados. Segundo Howard Becker, a sociedade cria padrões e quando um indivíduo não se encaixa no modelo estabelecido, ele é estigmatizado, ou seja, colocado à margem do processo social, o que levanta barreiras para sua inserção na sociedade e dificulta o seu acesso aos direitos sociais.
Portanto, é possível perceber que o capacitismo é um problema histórico que se acentua na atualidade tendo em vista a indiferença que rodeia o pensamento humano. Por isso, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar políticas de inserção dos deficientes na sociedade, melhorando a acessibilidade desses aos lugares públicos e a qualidade de vida, além de incluir nas escolas do país debates acerca do preconceito a fim de superar o pensamento discriminatório e fomentar a inclusão. Dessa forma, os desafios no combate ao capacitismo poderão ser superados e o Brasil será um exemplo de sociedade justa e igualitária.